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Jogos Olímpicos: foram divulgadas as regras de qualificação para Los Angeles 2028

  • há 5 dias
  • 5 min de leitura

O Comité Olímpico Internacional divulgou, a semana passada, as regras que irão definir o apuramento olímpico para os Jogos de 2028. Para os fãs da Ginástica, deixamos aqui uma breve explicação sobre o apuramento na Ginástica Artística, Rítmica e Trampolins com a nota de que no site da World Gymnastics poderão encontrar todas as regras de forma detalhada.



Artística Feminina e Masculina


A Artística é uma das modalidades mais importantes dos Jogos Olímpicos e a que, no caso da Ginástica, tem mais vagas abertas. São 96 lugares para a competição Feminina e Masculina e que se dividirão pela Competição por Equipas, pela Competição Individual, pelas Finais por Aparelhos e, numa estreia inédita, pelas Finais Mistas. Mas vamos aos apuramentos!


Este ano serão entregues já as primeiras vagas às três equipas femininas e masculinas medalhadas no Campeonato do Mundo. Para 2027 está reservado o maior número de lugares e os olhos vão estar postos também no Mundial. As nove melhores equipas da Qualificação, em cada género, garantem uma vaga em Los Angeles e fecham assim as quotas para a competição.


Com as equipas fechadas, ficam em aberto 36 lugares para cada disciplina para as competições Individuais que serão atribuídos aos ginastas e não ao país. Assim, os oito primeiros ginastas masculinos e as 14 femininas do All-Around também conquistam a sua vaga. O mesmo acontece com o melhor ginasta por Aparelho (6 homens e 4 mulheres) mas atenção porque, caso nesta lista esteja algum ginasta já apurado via equipas, a vaga passa para o segundo ou para o terceiro melhor ginasta. 


Para 2028 ficam por apurar ginastas via Taças do Mundo, sendo que haverá seis escolhas possíveis - Cottbus, Baku, Antalya, Doha, Cairo e Osijek - em que apenas as quatro melhores provas de cada um contam para o ranking. No final das competições, os dois melhores ginastas por Aparelho também asseguram o seu lugar, podendo a quota aumentar para três caso em 2027 não tenham sido entregues.


Ao mesmo tempo, e como nas outras disciplinas gímnicas, haverá ainda vagas para os Campeões Continentais, uma quota para o país organizador e um lugar para assegurar a representatividade.


Já sobre a Competição Mista, sabe-se que não haverá quotas específicas pelo que, todos os países que conseguirem apurar um ginasta masculino e uma feminina - em qualquer um dos apuramentos - ficam elegíveis para esta prova.


Tendo em conta a realidade nacional acredito que o apuramento olímpico seja mais possível no lado feminino, através da competição All-Around. Do lado masculino teremos mais hipóteses a nível de Aparelhos, mas as vagas são poucas e há cada vez mais especialistas a nível mundial”, André Nogueira, Diretor Técnico Nacional.

Rítmica


Para a ginástica Rítmica estão abertas 94 vagas. Na Competição Individual apenas 24 ginastas - num máximo de duas por cada país - poderão ambicionar um lugar na competição mais importante do mundo. Já no caso dos Conjuntos haverá lugar para 14 grupos sendo que, uma das grandes alterações para este ciclo, é que os países terão autorização para nomear uma sexta ginasta que terá um “estatuto especial” e que poderá entrar em substituição no caso de lesão de uma das cinco ginastas do Conjunto. Mas como vão funcionar os critérios de apuramento?


Na competição Individual, o primeiro critério de apuramento decorrerá no Campeonato do Mundo de 2026. Aqui, as três ginastas com melhores notas na final de All-Around, ou seja, as ginastas medalhadas, ganharão uma quota olímpica para o seu país.


O segundo critério será através da participação nos circuitos das Taças do Mundo, onde estão integradas as competições de Sofia, Baku, Tashkent e Milão. Entre 2026 e 2027, as ginastas que quiserem alcançar um lugar olímpico terão de participar em, pelo menos, quatro destas provas. As duas ginastas que obtiverem melhor ranking no culminar das quatro provas All-Around garantem uma quota para o país que representam.


O Campeonato do Mundo de 2027 será uma das provas mais importantes do ciclo, uma vez que é onde serão distribuidas mais vagas. As 12 melhores ginastas da Qualificação de All-Around voarão diretamente até Los Angeles. Dar nota apenas de que, para a qualificação olímpica - e ao contrário do que acontece com a qualificação mundial - contarão todos os quatro exercícios realizados.


Já para 2028 ficam guardadas cinco quotas a serem apuradas via competições continentais. No nosso caso, a ginasta que ficar em primeiro lugar da Qualificação de All-Around do Campeonato da Europa irá garantir um lugar nas olimpíadas, mas há regras. Esta é uma vaga nominativa e não para o país pelo que, caso a ginasta vencedora já tenha garantido lugar por outro critério anterior, ou caso o seu país já tenha conseguido duas vagas, esta terá de a passar às seguintes ginastas.


Por apurar fica assim apenas uma vaga para o país organizador e outra que garanta a representatividade. Mas e se os Estados Unidos da América já tiverem apuramento anterior? Nesse caso a vaga que lhes pertence será entregue à 13ª melhor ginasta do Mundial de 2027.


Das Individuais seguimos para os Conjuntos num registo muito idêntico! Os três países medalhados no Campeonato do Mundo de 2026 garantem automaticamente o seu lugar. Já no Mundial de 2027 serão apurados os quatro melhores grupos da Qualificação de All-Around. Haverá ainda uma vaga para a equipa que obtiver o melhor ranking no circuito das Taças do Mundo entre 2026 e 2027 e outra para o País Organizador (que se já tiver apuramento assegurado será entregue ao 5º Conjunto no Mundial de 2027).


O sonho olímpico para 2028, na Rítmica, é bastante ambicioso. O caminho mais fácil seria através das vagas Continentais mas temos consciência que Portugal está inserido no Campeonato mais difícil do mundo porque, no caso da nossa disciplina, as melhores ginastas estão mesmo na Europa. Durante os apuramento vamos estar a lutar com países que têm investimentos e condições muito superiores às nossas, mas acredito que as nossas ginastas e treinadores irão preparar-se da melhor forma possível para as competições principais”, Laura Sales, Diretora Técnica Nacional.

Trampolins


E fechamos com os Trampolins, uma prova onde apenas os 16 melhores ginastas Femininos e Masculinos do mundo terão a possibilidade de voar até aos Estados Unidos. O apuramento é bastante idêntico ao de Paris 2024 e significativamente mais simples que nas outras disciplinas gímnicas. 


Em 2027, no Campeonato do Mundo, ficam apurados de imediato os oito melhores ginastas por género, sendo que apenas pode ser apurado um ginasta por país.


O segundo critério será via Taças do Mundo. Entre 2027 e 2028 irão realizar-se seis provas, três em cada ano, onde os ginastas irão lutar por conquistar o maior ranking possível. No término das competições, os 16 ginastas que tiverem mais pontos garantem uma quota para o seu país. Mas atenção porque esta quota não pode ser garantida por um ginasta que já tenha sido apurado no Mundial!


A última hipótese será mesmo nos campeonatos continentais. Aqui haverá apenas uma vaga mas esta só pode ser ocupada por continentes que ainda não estejam representados nos critérios acima (o que, até à data, nunca aconteceu na Europa).


Por fim, haverá como habitual duas vagas (uma por cada género) para o país organizador e apenas uma vaga para a representatividade (no final dos apuramento será decidido se é entregue a uma ginasta ou a um ginasta).


O objetivo para Portugal é conquistar um lugar para cada género e voltarmos a ter dois ginastas na competição de Trampolins dos Jogos Olímpicos. O sonho é conseguirmos três lugares!”, João Marques, Diretor Técnico Nacional.

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